No âmbito de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, evento reuniu mais de 300 participantes de 125 cidades de toda a Europa
Guimarães 26 – Capital Verde Europeia voltou a estar no centro da transição climática europeia. Na semana passada, a cidade acolheu o Fórum Anual da Energy Cities, que reuniu mais de 300 participantes de 125 cidades de toda a Europa, comprometidas com um futuro mais sustentável.
Integrado na programação de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, o encontro reforçou o papel do território como plataforma de ligação entre conhecimento, ação local e compromisso climático à escala europeia. Sob o mote “Cultivar as raízes”, promoveu, ao longo de três dias, o debate em torno de temas como resiliência, inovação, adaptação às alterações climáticas e soluções locais e, ainda, habitação.
O programa incluiu sessões plenárias e momentos paralelos centrados em áreas-chave como governança, arrefecimento urbano, comunidades de energia, sistemas alimentares e economias justas.
Na sessão inaugural, Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, sublinhou que “as cidades são, hoje em dia, espaços essenciais para a sustentabilidade ambiental”. Reforçou ainda o objetivo de que Guimarães “quer ser uma Cidade de Um Só Planeta. Viver com propósito ecológico, enquanto assegura qualidade de vida, justiça social, desenvolvimento económico e oportunidades para todos”.
Mohamed Ridouani, presidente da Energy Cities, destacou a importância da “partilha de experiências e boas práticas, contribuindo para reforçar a cooperação entre cidades e acelerar a implementação de soluções sustentáveis nos territórios”.
O fórum levou os participantes a conhecer no terreno a visão de Guimarães para a transição climática. Através de cinco jornadas temáticas, foi possível acompanhar de perto o trabalho desenvolvido na construção de modelos de governança climática, capacitação de comunidades, promoção de habitação acessível e eficiente, aceleração da transição energética e integração de práticas circulares na indústria.
Das visitas ao Bairro C às iniciativas de energia comunitária, passando pela regeneração urbana, pelas soluções para o futuro do aquecimento e pelos modelos circulares do setor têxtil, Guimarães apresentou projetos concretos que ligam políticas locais a resultados reais. Além disso, o Largo da Oliveira recebeu um espetáculo de videomapping aberto a toda a população.
Segundo Joaquim Carvalho, diretor municipal de Intervenção no Território, Ambiente e Ação Climática e responsável pela área energética, estas visitas tiveram como objetivo “mostrar onde é que Guimarães está relativamente a esta questão da sustentabilidade, quer ambiental quer na área da eficiência energética”.
Já Vânia Dias da Silva, vereadora da Mobilidade da Câmara Municipal de Guimarães, referiu que esta iniciativa “evidenciou o papel determinante das cidades europeias na ação climática e reforçou o compromisso de Guimarães com a transição climática, com a urgência e a necessidade de adotarmos comportamentos que nos levem à sustentabilidade ambiental”.