Guimarães é reconhecida como uma cidade rica em património histórico e cultural, mas é igualmente uma cidade verde, repleta de parques, trilhos e recantos de natureza para descobrir. São dezenas de km2 de território cobertos por área florestal, que albergam uma riqueza ímpar de biodiversidade.
Descobre este património através do Mapa Verde

1. Penha
A Montanha da Penha é a principal área verde contínua de Guimarães e o ponto mais elevado do concelho, reunindo valores naturais, paisagísticos e de recreio. O espaço inclui uma vasta zona florestal, trilhos pedestres, miradouros, um parque de campismo e várias áreas de visita, funcionando como um local de lazer e contacto com a natureza. Pela sua dimensão e diversidade, é um exemplo relevante de gestão de espaços verdes e de promoção de bem-estar. A Penha é também um recurso educativo importante, permitindo observar habitats, espécies e práticas de conservação em contexto real.

2. Rota da Biodiversidade
A Rota da Biodiversidade é um percurso pedestre que liga a Montanha da Penha ao Parque da Cidade, permitindo observar diferentes habitats e espécies ao longo de cerca de quatro quilómetros. O trajeto é apoiado por painéis interpretativos que nos ajudam a compreender a importância deste local para a fauna e flora local. O percurso funciona como um espaço de lazer e de educação ambiental, promovendo a sensibilização para a conservação da natureza. A rota tem sido alvo de ações de reforço arbóreo e de monitorização, contribuindo para a valorização ecológica do território.

3. Parque da Cidade
O Parque da Cidade é uma das principais áreas verdes de Guimarães, com cerca de vinte hectares dedicados ao lazer, ao contacto com a natureza e à promoção da qualidade de vida. O espaço integra zonas relvadas, um lago, áreas de sombra e diferentes habitats que acolhem espécies de fauna e flora características do território. A presença de água e vegetação diversificada contribui para o conforto ambiental e para a regulação climática local. O parque é utilizado por visitantes de todas as idades para caminhadas, atividades desportivas e momentos de descanso, funcionando como um elemento essencial na estrutura verde urbana.

4. Mercado Municipal
O Mercado Municipal de Guimarães destaca-se pela oferta de produtos frescos e pelo incentivo ao consumo local, fortalecendo a relação entre produtores, comerciantes e comunidade. No âmbito desta dinâmica, o projeto Mercado sem Plástico promove a substituição de plásticos de uso único por alternativas mais responsáveis, como sacos reutilizáveis produzidos a partir de têxteis reaproveitados e opções compostáveis para frutas e legumes. O objetivo é estimular práticas de compra conscientes, valorizar a economia local e sensibilizar para escolhas que reduzam o impacto ambiental.

5. Bairro C
O Bairro C é uma área de inovação urbana que integra espaços culturais, criativos e científicos, articulando-se com a reabilitação do património industrial de Couros. Funciona como um laboratório vivo onde se testam soluções para mobilidade, energia, resíduos e uso do solo, aproximando a cidade da transição climática. O conjunto reúne equipamentos educativos, espaços de investigação, áreas de experimentação artística e zonas de encontro, permitindo que diferentes públicos utilizem o território de forma ativa. O Bairro C demonstra como a regeneração urbana pode apoiar a sustentabilidade, combinando preservação patrimonial com novas funções e modelos de participação. O projeto é reconhecido a nível europeu pelo seu contributo para a inovação ambiental, cultural e social.

6. Horta Pedagógica
A Horta Pedagógica é um espaço público dedicado à prática agrícola em meio urbano, permitindo que residentes cultivem produtos para consumo próprio em talhões individuais. O projeto promove o contacto direto com a natureza, incentiva hábitos alimentares mais sustentáveis e valoriza o uso de solos férteis da Veiga de Creixomil. O espaço funciona também como recurso educativo, oferecendo atividades que reforçam a literacia ambiental e a compreensão dos ciclos naturais. A horta contribui para o bem-estar da comunidade, criando oportunidades de aprendizagem prática, convivência e participação ativa na gestão de espaços verdes.

7. Laboratório da Paisagem
O Laboratório da Paisagem é uma estrutura dedicada à investigação, educação e apoio técnico em matérias de sustentabilidade ambiental. Instalado numa antiga unidade industrial reabilitada, desenvolve projetos em áreas tão distintas como biodiversidade, recursos hídricos, clima, saúde e bem-estar ou economia circular. O espaço acolhe investigadores, promove ações de sensibilização e coordena programas educativos, incluindo o programa municipal PEGADAS. Funciona como um ponto de ligação entre ciência, comunidade e políticas públicas, produzindo conhecimento aplicado e apoiando a implementação de soluções que contribuem para a resiliência climática, a gestão sustentável dos recursos e a valorização ambiental do concelho.

8. Bacias de Retenção
DAs Bacias de Retenção da Ribeira de Costa/Couros são infraestruturas de adaptação climática construídas para reduzir o risco de cheias na zona baixa da cidade. Localizadas em pontos estratégicos, permitem armazenar temporariamente grandes volumes de água, regulando o caudal da ribeira e diminuindo a pressão sobre o sistema hídrico em períodos de maior precipitação. A intervenção integrou soluções de valorização ecológica, como a recuperação da galeria ripícola, a estabilização das margens e a criação de um corredor verde-azul que reforça a conectividade natural. Estas bacias contribuem para a resiliência urbana, melhorando a segurança, o funcionamento dos ecossistemas e a relação da população com o meio ribeirinho.

9. Edifício Autossustentável
A Academia de Ginástica de Guimarães é uma infraestrutura dedicada ao treino e competição, concebida com critérios de eficiência energética e integração ambiental. O edifício, que capta a atenção pelo seu revestimento em cortiça, utiliza soluções sustentáveis, como sistemas de captação e aproveitamento de águas pluviais, painéis fotovoltaicos para produção de energia, utilização de energia geotérmica para climatização. Estes elementos reduzem consumos, melhoram o desempenho térmico e diminuem a pegada ecológica da instalação. O espaço foi planeado para garantir condições adequadas à prática desportiva, promovendo conforto, segurança e qualidade do ar interior. A Academia demonstra como equipamentos públicos podem incorporar princípios de construção sustentável, servindo de referência local para a adoção de práticas alinhadas com a transição climática.

10. Jardins do Monte Latito
Os Jardins do Monte Latito são uma área verde integrada na zona histórica de Guimarães, envolvendo o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança, onde árvores classificadas e elementos botânicos característicos do território reforçam o valor ambiental do local. O espaço inclui um percurso interpretativo que apoia a identificação de espécies e a compreensão dos ecossistemas presentes, bem como um jardim de plantas aromáticas e medicinais que amplia o interesse educativo. Estes jardins combinam biodiversidade, vistas sobre a cidade e um ambiente tranquilo, destacando a importância de preservar núcleos verdes urbanos.

11. Ecovia do Ave e 12. Ecovia do Selho
As Ecovias do Ave e do Selho são corredores verdes que acompanham as margens dos principais rios do concelho, criando percursos contínuos para mobilidade suave e fruição da natureza. Estes trajetos, destinados a peões e ciclistas, permitem ligar diferentes zonas urbanas e rurais através de espaços ribeirinhos recuperados. As intervenções incluem a remoção de espécies invasoras, a renaturalização das margens, a aplicação de técnicas de engenharia natural e a plantação de espécies nativas, reforçando a estabilidade ecológica dos ecossistemas. As ecovias funcionam como infraestruturas de lazer, educação ambiental e deslocação sustentável, valorizando a paisagem e contribuindo para a ligação da população aos recursos hídricos e ao património natural do território.

13. Parque dos 3 Moinhos, Castelões
O Parque dos 3 Moinhos é uma área verde situada a norte do concelho, junto ao rio Ave, resultante da recuperação de um espaço natural marcado por antigos moinhos e pela presença de águas sulfurosas. O parque integra um percurso pedestre de 1,6 quilómetros e uma área florestal onde se destacam carvalhais e pinhais, oferecendo um ambiente tranquilo para passeios e atividades ao ar livre. A renovação do espaço incluiu a instalação de elementos informativos sobre a biodiversidade local e a melhoria das condições de visita, permitindo compreender a relação entre o património natural, os antigos usos do território e a paisagem ribeirinha envolvente.

14. Rota de São Torcato
A rota de São Torcato acompanha caminhos rurais que ligam o Santuário, a Igreja Velha, antigos moinhos e áreas agrícolas tradicionais, permitindo observar a paisagem característica deste vale. O percurso, de dificuldade baixa, combina zonas de vegetação ripícola, vinhas de enforcado e campos cultivados, ilustrando práticas que marcaram a vida local. Parte do trajeto coincidirá com a Ecovia do Selho, facilitando a ligação a outros pontos naturais do concelho. A rota valoriza o património histórico e ambiental, oferecendo um contacto direto com elementos culturais e com a biodiversidade associada aos sistemas agrícolas e ribeirinhos.

15. Taipas Termal
A Taipas Termal é um complexo dedicado ao bem-estar que integra espaços de termalismo, saúde e spa, aproveitando as propriedades das suas águas minerais. O equipamento combina zonas de tratamento, circuito termal e áreas de relaxamento, oferecendo condições adequadas para atividades de prevenção e recuperação. Os Banhos Velhos, edifício histórico associado ao uso termal desde o período romano, foram reabilitados como espaço cultural e de lazer, reforçando a ligação entre património e contemporaneidade. Este conjunto valoriza os recursos naturais da vila e constitui um ponto de interesse relevante no território.